Procuradora acusada de tortura se entrega à Justiça

14 maio

Ela compareceu ao Fórum por volta das 12h desta quinta-feira (13).
Vera Lúcia é acusada de torturar criança de 2 anos que pretendia adotar.

A procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant’anna Gomes se entregou à Justiça às 12h desta quinta-feira (13), no Fórum do Rio, no Centro da cidade. Vera é acusada de torturar uma menina de 2 anos que estava sob sua guarda provisória.

Ela será levada para uma cela especial na Polinter, na Zona Norte.

Na noite de quarta-feira (12), dois dias depois de Justiça negar a revogação da prisão da procuradora, seu advogado, Jair Leite Pereira, anunciou que ela iria se apresentar até sexta-feira (14).

Prisão decretada
No último dia 5, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal da capital, decretou a prisão preventiva da procuradora. Policiais estiveram no apartamento de Vera Lúcia, em Ipanema, na Zona Sul, mas ela não foi encontrada. Os agentes também foram à casa da procuradora em Búzios, na Região dos Lagos.

O Disque-Denúncia havia recebido, até a tarde de quarta-feira (12), 35 informações sobre o paradeiro da procuradora. O número de denúncias cresceu depois da divulgação de um cartaz com a foto da procuradora aposentada, na terça-feira (11).

Procuradora terá que pagar tratamento de menina
No dia 6 de maio, a Vara de Infância, Juventude e Idoso da capital ordenou que Vera Lúcia Gomes pague o tratamento psicológico ou psiquiátrico da criança. As informações são do Ministério Público.

O MP informou que a procuradora terá que começar a custear “imediatamente” o tratamento, em unidade particular de saúde, no valor de 10% de seus rendimentos. Ainda segundo o MP, a Justiça enviou ofício ao abrigo onde a menina se encontra para que providencie o profissional que fará o tratamento.

A ação sustenta que o “tratamento psicológico contribuirá para atenuar, desde logo, o sofrimento da criança, proporcionando-lhe a oportunidade de se tornar uma pessoa livre dos traumas acarretados pelos atos praticados pela ré”. Os promotores pedem ainda estudo psicológico para verificar o dano emocional sofrido pela criança. Segundo o MP, ainda cabe recurso da decisão.

Na ação, cujo mérito ainda não foi julgado, o MP pede ainda a condenação da procuradora aposentada ao pagamento de indenização por danos morais de, pelo menos, mil salários mínimos (R$ 510 mil) e de uma pensão mensal de 10% de seus rendimentos, a título de danos morais, até que a criança complete 18 anos de idade.

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2 Respostas to “Procuradora acusada de tortura se entrega à Justiça”

  1. NaLei! - Blog de Direito 17/05/2010 às 2:28 PM #

    Já estava na hora desta bruxa se entregar mesmo.

    Espero que tenha o que merece, adotar uma criança só para judiar dela é algo muito cruél até para as pessoas mais frias.

    [ ]’s

    Hamilton

  2. tudodireito 18/05/2010 às 3:57 PM #

    Bruxa mesmo, até falando ela parece uma doida.

    Vamos atrás de JUSTIÇA!

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