Como nossa memória funciona?

26 out

Para tirar partido de nosso cérebro e de sua forma de arquivar a informação, antes precisamos entender como ele funciona.

Durante o dia estamos expostos a todo tipo de informação: músicas, sons, gostos, cheiros, dor, alegria, aulas, etc. Tudo o que percebemos através de um de nossos sentidos é registrado por nosso cérebro. Algumas informações, por envolverem emoções em maior ou menor grau, são rapidamente arquivadas. Por esse motivo você nunca vai esquecer aquele dia em que foi atacado por um dobberman porque essa experiência envolveu várias emoções e sensações: medo, dor, revolta, impotência, frustração…

As experiências que não envolvem emoções ou nas quais a emoção está envolvida em um grau muito baixo (uma aula de geografia, por exemplo) vão permanecer em seu cérebro até a hora de dormir. Enquanto você dorme seu cérebro, através de um mecanismo especial vai determinar se essas informações são importantes ou não.

Se essa informação for considerada importante será arquivada em algum setor de sua memória, se não for será simplesmente apagada. É por isso que você não reconhece o padeiro se o encontrar no banco, por exemplo. Seu cérebro não considera importante que você se lembre do rosto dele mesmo que o veja todos os dias.

Mas vejamos esse exemplo do padeiro: depois de muito esforço você conseguirá lembrar de seu rosto. Isto porque pelo fato de vê-lo muitas vezes, seu cérebro não deletou completamente o padeiro de sua memória, mas como a informação foi cadastrada como “não importante”, foi arquivada num setor de sua memória para onde vão informações que não são acessadas freqüentemente. Quantas vezes por semana você tenta lembrar do rosto do padeiro? Vimos então, que mesmo se uma informação não é importante pode ficar arquivada pela freqüência e repetição com que você se expõe a ela. Graças a isso conseguimos decorar a tabuada mesmo que não faça muito sentido para nós. A repetição acaba obrigando o cérebro a arquivar a informação.

Se a informação nova, mesmo que considerada importante, contiver algum “link”, será arquivada junto com a informação ligada a ela. Por exemplo: se você gostou muito de um filme que era ambientado no deserto e muitas das cenas eram passadas nesse ambiente, quando você aprender algo sobre deserto na aula de geografia, seu cérebro automaticamente associará as duas informações (o filme e as informações novas sobre desertos), e você não terá dificuldades nesse tópico porque certamente ele estará num dos compartimentos principais de sua memória. É por isso que sempre que nos dão informações novas sobre algo de que gostamos (emoção) nós aprendemos tudo com facilidade.

A memória de cada pessoa tem alguns aspectos que a diferencia das demais: alguns conseguem armazenar melhor as informações ouvidas, outros as vistas. De qualquer modo, se recebemos a informação de mais de uma forma, ela será armazenada com mais facilidade. É por isso que nos lembramos mais de uma música que vimos num clipe do que se a ouvirmos no rádio.

Portanto, o que faz com que nosso cérebro armazene uma informação:

  • ser considerada importante
  • conter links com informações já arquivadas
  • estar relacionada a alguma emoção
  • a repetição da exposição a ela

Todo esse processo acontece durante o tempo em que estamos dormindo. É dessa forma que o cérebro cataloga o que captamos durante o dia e elimina o que não vai permanecer, “limpando” nosso cérebro para receber mais informações no dia seguinte.

Analisando assim, fica fácil entender porque se você estudar a matéria cada dia um pouco e depois der mais uma lida antes da prova aprende muito mais do que se passar a véspera da prova acordado tentando decorar tudo o que vai cair.

Usando essas informações com certeza você vai se sair bem melhor na próxima prova ou concurso que for fazer.

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