RESUMO LÓGICA JURÍDICA

9 fev

As falácias lógicas são erros de raciocínio ou de argumentação, erros que podem ser reconhecidos e corrigidos por pensadores prudentes.

FALÁCIA DA FORÇA: Consequências desagradáveis acontecerão se continuar havendo discordância. Ex.: É melhor admitir que o novo é melhor, se você não pretender perder o emprego. (ameaça, número de pessoas, bullying).

FALÁCIA DIRIGIDA AO HOMEM: Ao invés do argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado. Ex.: Ateísmo é ruim, é praticado por comunistas e assassinos.

FALÁCIA DO APELO A AUTORIDADE: Ainda que as vezes seja apropriado citar uma autoridade para suportar uma opinião, a maioria das vezes não é. O apelo à autoridade é especialmente impróprio se:
a) a pessoa não está qualificada para ter uma opinião de perito no assunto; b) não há acordo entre os peritos do campo em questão; c) a autoridade não, por algum motivo, ser levada a sério – porque estava a brincar, estava ébria ou por qualquer outro motivo.
Ex.:  O famoso professor Delano Benevides recomenda-lhe que compre a última edição dos livros de execução penal.
Uma variante da falácia do apelo à autoridade é o “ouvir dizer” ou “diz-se que”. Um argumento por “ouvir dizer” é um argumento que depende de fontes em segunda ou terceira mão.

ARGUMENTO DA IGNORÂNCIA: Tentar provar algo a partir da ignorância quanto à sua validade. Ex.: Ninguém conseguiu provar que Deus existe, logo, ele não existe. Ou o contrário. Ninguém conseguiu provar que Deus não existe, logo, ele existe.

ARGUMENTO DA PIEDADE: Consiste no recurso à piedade ou a sentimentos relacionados, tais como solidariedade e compaixão, para que a conclusão seja aceita, embora a piedade não esteja relacionada com o assunto ou com a conclusão do argumento. “Faça isso pelas crianças”. A emoção é usada para persuadir as pessoas a apoiar um argumento com base na emoção, mais do que em evidencias ou razoes.

ARGUMENTO DA ANTIGUIDADE: Afirmar que algo é verdadeiro  ou bom somente porque é antigo ou “sempre foi assim”. Ex.: Devemos seguir a Bíblia porque é um livro que atravessou o século intacto.

ARGUMENTO DA NOVIDADE: Argumentar que o novo é sempre melhor, sem uma justificativa. Ex.: Na filosofia, Sócrates já está ultrapassado. É melhor Sartre, pois é mais recente.

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O que é a Verdade?

A verdade é um assunto difícil, sempre em aberto e em constante debate. Há por isso inúmeras perspectivas…

Verdade como correspondência

Esta é a posição clássica, formulada por Aristóteles: a verdade é o acordo, ou correspondência, do pensamento com a realidade.

… como coerência
Na medida em que as nossas opiniões, conforme revelado na nossa comunicação com os outros, se revelam coerentes, podemos admitir que o mesmo é em geral verdadeiro.

… como processo
É um processo contínuo, em que os diversos aspectos da verdade, por vezes contraditórios mas sempre necessariamente ligados entre si, se vão manifestando. É uma visão dinâmica da verdade.

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Princípios da lógica

A Lógica está dependente de três princípios fundamentais: o Princípio da Identidade, o da não Contradição e o do Terceiro Excluído.

Princípio da Identidade: A é A.

Uma coisa é o que é. O que é, é; e o que não é, não é. Esta formulação remonta a Parménides de Eleia.

Princípio da Não Contradição

Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, segundo uma mesmo perspectiva. Ou seja, não posso dizer, por exemplo, que “A Teresa é e não é Alcacerense”. Em termos de proposições: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo; Uma proposição e a sua negação não podem ser simultaneamente verdadeiras; e duas proposições contraditórias não podem ser simultaneamente verdadeiras.

Princípio do Terceiro Excluído

Uma coisa deve ser, ou então não ser; não há uma terceira possibilidade (o terceiro é excluído).

Em termos de proposições, temos os enunciados: Uma proposição é verdadeira, ou então é falsa; não há outra possibilídade; Se encararmos uma proposição e a sua negação, uma é verdadeira e o outra é falsa, não há meio termo; e de duas proposições contraditórias, se uma é verdadeira, a outra é falsa, e se uma é falsa, a outra é verdadeira, não há meio termo.

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